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Comunicação - 10 de fevereiro de 2017

Justiça pune juíza por sua luta em favor dos Direitos Humanos

O TJ-SP aplicou, nesta quarta, 08/02/2017, pena de censura à juíza Kenarik Boujikian, por liberar “réus que estavam presos preventivamente por mais tempo do que a pena fixada em suas sentenças”. Foi punida, portanto, por liberar quem não podia, legalmente, estar preso.

Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro repudia, veementemente, esta decisão!

Kenarik, homenageada pela Medalha Chico Mendes de Resistência de 2016 pela sua atuação em defesa dos Direitos Humanos, sempre foi parceira da luta dos familiares de mortos e desaparecidos pela ditadura empresarial-militar. É membro, fundadora e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia, “que denuncia sistematicamente a situação de masmorra do sistema carcerário do país e combate a ocupação dos morros, favelas e periferias pela polícia e as forças armadas”. Feminista, integrou o grupo de trabalho e estudos Mulheres Encarceradas, além de ter sido responsável pela condenação do médico Roger Abdelmassih, por ter cometido 56 estupros (em caso que tomou maiores proporções midiáticas).

Segundo Fábio Simantob (presidente do IDDD), a censura é “ideológica, não administrativa. Essas medidas sempre são aplicadas a quem solta muito. Não vemos o mesmo tipo de sanção ao julgador que prende todo mundo sem fundamentação.”

GTNM-RJ, desta forma, declara sua total solidariedade à juíza Kenarik Boujikian!

 Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2017.

Pela Vida, Pela Paz

Tortura Nunca Mais!

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