CARTAS

Mortos e Desaparecidos I

Meu nome é Carlos de Faria Júnior.
Sou professor de História das Universidades Cândido Mendes e Castelo Branco.
Recentemente, recebi desta última a incumbência de construir um material de estudo sobre História do Brasil III, que vai da Era Vargas até os dias de hoje.

Na Unidade III do referido material, ao invés de utilizar gravuras de presidentes ou episódios do período, coloquei 16 fotos de desaparecidos durante o regime ditatorial, o ano do desaparecimento e a idade das vítimas, enfatizando na introdução ao trabalho a necessidade de se observar estas figuras não a título de ilustração, mas de criar uma consciência crítica sobre o referido período e resgatar a memória desse processo tão cruel de nossa história. As figuras utilizadas foram referenciadas, bem como o Site "Tortura Nunca Mais" indicado com destaque. Espero ter dado minha contribuição para o movimento com esta atitude.

Grande Abraço.

Carlos de Faria Júnior
(Via e-mail)


Mortos e desaparecidos II

Olá
Sou professor de História da rede pública de  São Paulo, estou trabalhando com meus alunos o tema Ditadura no Brasil. Gostaria de saber se vocês possuem algum mural com fotos dos mortos e desaparecidos de 1964 a 1984. Seria usado em murais nas escolas que trabalho. O material seria de grande importância pra que nossos jovens saibam das pessoas que morreram ou foram torturadas durante esse período.

Grato.

Thales
Rio Claro/SP
(Via e-mail)


Engraçada e trágica a nossa história

Eu estava aqui a pensar na eleição. Aí me veio aquela imagem da Dilma na sua ficha de cadastro no antigo DOPS. Então, eu comparei com a sua imagem sofisticada e falsa, como a de hoje. Surgiu em mim uma constatação interessante. Percebi que Dilma, ontem, como guerrilheira, combatia gente como ela, hoje. Ela lutava por um país melhor. Tentou fazer a história real, digna e verdadeira. Foi presa, torturada e com o passar do tempo decidiu que o melhor seria entrar para a galeria dos "notáveis". Transformou-se num androide plastificado, fantoche do sistema.

É... nem todo mundo tem a dignidade de um Apolônio de Carvalho, fundador do PT, ou de tantos outros que deram suas vidas, nas ruas, no Araguaia, para que ela, assim como os que a cercam hoje, pudessem chegar onde estão e sujar toda a história que eles próprios começaram com tanta dignidade no passado. O pior é que para se recuperar toda esta trajetória passada, presente e futura, serão precisos, provavelmente, muitos anos de dedicação, luta e talvez muito sangue.

Nelson Pacheco
(Via email)


História viva

Parabéns!
Parabéns a essas pessoas que lutam para manter viva a história do que ocrreu no Brasil de 1964 a 1985, com enfoque marcante nos anos de 1969 a 1975. Nessa época eu era estudante universitária, de medicina da Universidade Federal do Ceará, pobre e alienada, mal podia ter uma roupa e um calçado decente. Passei no vestibular na 1ª tentativa em 1969 e terminei o curso em 1974, portanto sou a legítima filha do silêncio.

Anos depois é que pude tomar conhecimento do que ocorreu naquela época. Tenho a sensação que deixei o bonde passar. Para ser mais precisa, tomei conhecimento em 1979, quando houve a anistia e muitos exilados voltaram. Li quase todos os livros que eles publicaram. Recordo do excelente "os carbonários", o original, porque o editado posteriormente é uma negação do 1º livro.Recordo que comprei o livro com o título : Brasil Tortura Nunca Mais, porém alguém pegou e não pude ler. Cheguei a folheá-lo, era diferente do publicado agora, onde retiram o nome "tortura". Por favor, ainda existe originais do livro "Brasil, Tortura Nunca Mais?
Aguardo resposta. Obrigada.

Fátima Sales
(Via e-mail)

Prezada Fátima:
O livro chama-se Brasil Nunca Mais, coordenado pela Arquidiocese de São Paulo e editado pela Vozes.  
Beijos.

Cecília Coimbra


Filme-ditadura

Oi,
Me chamo Dida Andrade e sou diretor de cinema.
Fiz um curta-metragem que estreiará este ano chamado "O capitão chamava Carlos". Acho de enorme importância a realização do filme pelo material humano que ele contém e principalmente por discutir um tabu (no caso das pessoas que trabalharam para a repressão). Infelizmente este tema sempre é tratado atraves de um maniqueismo enorme impedindo qualquer tipo de reflexão sobre quão cruel foi esse período onde todos perderam (inclusive o país).

Talvez vocês odeiem o filme, ou talvez não... mas o que gostaria muito era poder enviar um dvd para vocês assistirem.
Grato pela atenção.

 

Dida Andrade
((enviada por e-mail)


Denúncia de Homofobia na Marinha do Brasil

Senhores
Um colaborador do Grupo Gay Atitude, Sr. Claudio Rocha, também sargento do exército que vinha nos narrando há anos os preconceitos que vivia dentro da marinha de Guerra do Brasil, agora resolveu expor seu trama em público. Mesmo com medo das fortes retaliações da Marinha e de perder seus 14 anos na instituição, Claudio, em entrevista ao tabloide "O Terminal" 02/09 (de circulação no terminal de ônibus de Niteroi), expõe a perseguição que sofre por ser negro e por ter se assumido homossexual há pouco tempo dentro da instituição militar.

Desde 2006, mesmo dentro do armário, Claudio tem sido um grande colaborador do Grupo Atitude. Ele participa de todos os nossos eventos e atos públicos, nos quais ajuda de início ao fim. Portanto, nosso grupo LGBT não poderá neste momento deixar este fato passar despercebido. Companheiro Claudio Rocha nossa total solidariedade!

Alexandre Costa Barbosa
(Via e-mail)


Infância Marginalizada

Olá!
Eu li alguns dos seus trabalhos que fala sobre menores infratores, como no artigo: "ser jovem, ser pobre e ser perigoso?", que estamos utilizando como uma das referências bibiográficas em nossa pesquisa. Faço parte de um grupo de estudos que trabalha com a questão dos jovens infratores no Brasil e em um projeto intitulado: "VIDAS INTERROMPIDAS: Compreendendo os fatores relativos à reinternação do jovem infrator do CIAJ (Centro de Internação para Adolescentes de Jataí-Goiás ) ", orientada pelo professor: Erico Douglas, no qual damos ênfase ao discurso do jovem, sobre sua vida antes e depois da internação; ultilizamos de entrevista semiestruturada, tentando buscar na fala destes o motivo da reeinciêndia, travando discurssões sobre a função e o cumprimento das medidas sócio-educativas de privação de liberdade, o ECA e direito humanos; esse projeto está na fase de análise das entrevistas, no qual irei apresentar, como comunicação oral, as análises inicias no III Congresso de Psicologia de Goiás – Tocantins, que acontecerá em Goiania nos dias 05-07 de Agosto.

Faço parte de um outro grupo que pesquisa, sobre memória, subjetividade e constituição, orientado pela professora: Alesandra Daflon, tendo como algumas das bases teoricas Henri Bergson e Felix Guattari. Em um outro, estudei sobre as práticas discursivas de subjetivação. [...]

Tentei falar brevemente sobre o que estudei e estudo, para dizer o quando tenho interesse de desenvolver algo com vocês e trocar informações bibliográficas sobre adolescentes em situação de marginalidade, quero especializar-me na área jurídica da Psicologia [...] poder através da pesquisa e da militância tentar ver formas de diminiur a desigualdade social e fazer com que esses jovens infratores não se tornem presidiários no futuro, que não se vejam como criminosos. [...]

“Se você chama de criminoso alguém que cometeu um crime, você ignora todos os aspectos de sua personalidade ou de sua vida que não são criminosos.” (Hegel)
Espero conversar com vocês pessoalmente no Evento.
Abraço.

Silmara Silva Cardoso
UFG – Jataí
(Via e-mail)