Militante da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN).
Nasceu em 09 de agosto de 1949, filho de João Baptista Xavier Pereira e Zilda Xavier Pereira.
Foi morto aos 22 anos de idade.
Participou do movimento estudantil secundarista e foi diretor do Grêmio do Colégio Pedro II, no Rio, em 1968, junto com Aldo Sá Brito, Luiz Afonso de Almeida e Marcos Nonato da Fonseca, também mortos na luta contra a ditadura militar.
Conheceu desde cedo a perseguição e a repressão que atingiu sua família c om o golpe militar de 1964 e ingressou, ainda muito jovem, no PCB.
Quando dentro do PCB surgiu nova perspectiva revolucionária, alinhou-se com aqueles que defendiam a luta armada contra a ditadura, unindo-se ao grupo liderado por Carlos Marighella e ingressando na ALN.
Logo tornou-se chefe de um Grupo Tático Armado da ALN, empreendendo intensa atividade política. Passou a viver na clandestinidade e respondeu a alguns processos policiais-militares. Foi fuzilado em 20 de janeiro de 1972, por policiais pertencentes à Equipe B do DOI/CODI-SP, quando se encontrava em um carro junto com Gelson Reicher, igualmente assassinado.
A nota oficial divulgada pelos órgãos de segurança descrevia a morte de Alex e Gelson como conseqüência de um tiroteio nas imediações da Av. República do Líbano, em São Paulo, em decorrência de um acidente com o carro dos mesmos, acidente este que, segundo os moradores do local, nunca aconteceu.
A familia de Alex procurou incansavelmente por seu corpo, sem encontrá-lo. Apesar de morto oficialmente, continuava a ser processsado. Tal situação permaneceu a ponto de Alex ter sido anistiado em 1979.
Na verdade, Alex foi enterrado no Cemitério Dom Bosco, em Perús, sob o nome de João Maria de Freitas. Tal nome é publicado na nota oficial informando sua morte, demonstrando a clara intenção dos órgãos de segurança em ocultar seu corpo, sob falsa identidade.
Isto é confirmado no Relatório do Ministério da Aeronáutica, que diz: “o laudo de necrópsia foi feito em nome de João Maria de Freitas, nome falso de Alex”. Tal laudo falso foi assinado pelos médicos legistas Isaac Abramovitch e Abeylard de Queiroz Orsini.
O nome verdadeiro de Alex, juntamente com sua foto apareceram estampados nos cartazes da repressão com os dizeres “Bandidos Terroristas procurados pelos órgãos de Segurança Nacional”, portanto sua identidade era conhecida pela polícia.
Em novembro de 1980, os restos mortais de Alex e de seu irmão Iuri, também assassinado, foram exumados Perus e trasladados para o Cemitério de Inhaúma/RJ, por seus familiares juntamente com os Comitês Brasileiros pela Anistia de São Paulo e Rio de Janeiro.
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